sábado, 21 de novembro de 2015

Paradise now


Paradise now

hélio schwartsman



SÃO PAULO - "Brian está no paraíso." Foi com essa mensagem que Sara, a mulher do jovem belga de ascendência brasileira que era membro do Estado Islâmico na Síria, anunciou sua morte à família. Será que Sara está certa? Existe mesmo um paraíso e pessoas que morrem lutando por Deus, a exemplo de Brian e dos terroristas que barbarizaram Paris na sexta-feira 13, ganham um passe expresso para lá?
Obviamente, não há nenhum indício físico de que exista vida no além e muito menos de que ela seja boa. Não obstante, textos religiosos tentam nos convencer do contrário. Os gregos tinham seus Campos Elísios, o cristianismo fala em salvação, mas é o islamismo que oferece as descrições mais detalhadas. O nobre Corão ensina que, no paraíso, podemos beber o vinho que era proibido na terra (Suras 83:25 e 47:15), fartar-nos com a carne de porco (52:22) e deliciar-nos com virgens (44:54 e 55:70) e "mancebos eternamente jovens" (56:17).
Apologistas islâmicos vão além. Jalal al-Suyuti (1445-1505), por exemplo, explica que, no paraíso, a virgindade das "huris" se renova após cada ato sexual, e que os pênis dos eleitos nunca esmorecem. No Jardim das Delícias, até a ereção é eterna.
Apesar das tentações do paraíso, não dá para atribuir os atentados de Paris apenas à religião. A esmagadora maioria dos crentes não sai por aí metralhando infiéis. É preciso algo mais, e cientistas políticos vêm oferecendo longas listas de ingredientes.
Meu ponto é que, embora a religião seja, no atacado, inocente, não pode ser totalmente exonerada. Ela carrega o pecado de fazer com que pessoas normais vejam como respeitáveis as hipóteses mais extravagantes, como a ressurreição de mortos, nascimentos virginais e orgasmos infinitos. Quando ligam o modo religioso de pensar, crentes, até os mais pacíficos, já não acham tão absurda a ideia de que Deus quer que liquidemos infiéis. Essa solidariedade passiva ajuda a alimentar o terrorismo. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Nossas futilidades


Nossas futilidades


Hoje à noite, viajo a Nova York para estar na entrega dos prêmios do Emmy International, que acontece na segunda (23). O seriado "Psi", que criei para o canal HBO (com equipes e colaboradores muitas vezes extraordinários), é um dos indicados ao prêmio de melhor série dramática. Emilio de Mello, o protagonista, é indicado ao prêmio de melhor ator de série dramática.
Agora mesmo, pensando na viagem, sou tomado por uma sensação de futilidade –como quando lemos, no jornal, uma notícia atroz e enxergamos, logo embaixo, a propaganda de uma bolsa, de um relógio ou de um cruzeiro. Estarei num jantar de gala, que celebra o entretenimento, enquanto, por exemplo, o Exército Islâmico escraviza as mulheres do povo yazidi do Curdistão ou, então, massacra jovens sentados num café ou numa casa de show de Paris.
Justamente, os jihadistas do Estado Islâmico nos desprezam porque, aos olhos deles, somos todos fúteis. O bizarro é que nós possamos, de uma certa forma, concordar com eles, ou seja, menosprezar nossa própria cultura e sua aparente "futilidade".
Um romance, um seriado, um namoro no bar ou um show de metal talvez sejam menos fúteis do que um ritual religioso qualquer. Mas nem deveríamos querer justificar nossas diversões, nossa liberdade e nosso prazer de viver.
No campo cristão, São Paulo (não a cidade, que é ótima, mas o autoproclamado apóstolo) é quem engajou o cristianismo numa cruzada contra a futilidade e o prazer.
Claro, Paulo fez que o cristianismo fosse uma religião universal, ótima para a diversidade do Império Romano, e ótima para a cultura moderna. O filósofo Alain Badiou, em "São Paulo – A Fundação do Universalismo" (Boitempo, 2009), é convincente: Paulo fundou uma religião que podia ser universal porque não era mais a verdade exclusiva de um povo, de uma cidade, de um território ou de uma classe social.
Mas isso não me basta para gostar dele. Fico com Nietzsche, achando que Paulo odiava o humano nele mesmo e propôs o mesmo ódio aos cristãos da época e do futuro. Vou ser irreverente (é um bom dia para o espírito de "Charlie Hebdo"): Paulo inaugurou o mecanismo projetivo quando caiu do cavalo e, para não admitir sua imperícia como cavaleiro, achou que Deus o tinha jogado no chão para convertê-lo.
Ele continuou no mecanismo projetivo: inventou um cristianismo sombrio na ilusão de que, perseguindo os "pecadores", ele conseguiria controlar seus desejos carnais.
Resultado: para nós, o prazer e a futilidade são sempre um pouco culpados, como se tivéssemos a obrigação de nos preocupar o tempo inteiro só com o divino e o absoluto. Na época, alguém deveria ter dito a São Paulo: "Get a life", vá viver sua vida, que é melhor...
No dia do enterro de meu avô, que eu adorava, voltando do cemitério, meus sobrinhos e eu (todos pré-adolescentes) fomos despachados para o cinema perto de casa. Eu hesitei. Como assim, ir ao cinema depois do funeral? Meu pai me lembrou que o avô era quem mais me levava ao cinema: assistir a um filme naquele dia talvez fosse o melhor jeito de honrar sua memória.
Pois bem, no ataque contra Paris, os lugares escolhidos foram cafés, restaurantes, um show de rock (todos num bairro boêmio) e um estádio de futebol: são lugares de prazer –de futilidade, não é?
Os jihadistas atacam em nós o que mais os seduz. O que eles odeiam são os atos e os pensamentos que eles precisam destruir dentro de si. Os mortos de Paris, para os jihadistas, não são pessoas (sequer "infiéis"): eles são os representantes de suas próprias tentações internas. Como sempre, os moralistas perseguem (e até exterminam) seus próprios desejos rebeldes.
Esse, aliás, é o ponto de partida para entender os jovens ocidentais que se alistam no Exército Islâmico. Como ocidentais, aprenderam a se odiar por serem "fúteis" e "hedonistas". Eles apenas transformam o ódio de si mesmos em ódio da gente.
O que fazer para que as coisas mudem? Talvez fosse a hora de sermos menos inimigos de nós mesmos. Ou seja, a hora de pensar que nossa grandeza está no fato de que gostamos do mundo onde vivemos. E podemos defender com orgulho não tanto nossas religiões ou grandes ideias, mas o que somos de melhor, sem ironia: uma saída para escutar uma banda legal, papo furado entre amigos à mesa de um café na rua e, às vezes, uns beijos escondidos na porta de um prédio da rua de Charonne. Ou de qualquer rua de nossas cidades. 

contardo calligaris

Consciência negra e desenvolvimento



MAURÍCIO PESTANA

Consciência negra e desenvolvimento



Há mais de 500 anos um fato importante aconteceu na história da humanidade: o início do tráfico negreiro da África para as Américas. O Brasil, durante mais de 300 anos anos, teve toda a sua formação social, econômica e territorial idealizada e produzida a partir desse acontecimento.
A Lei Áurea, de 1888, pôs fim oficialmente à escravidão no Brasil com um enorme atraso. Fomos o último país independente da América Latina a extinguir essa mácula.
Desde então, saímos de uma estrutura predominantemente latifundiária para um país com enorme desenvolvimento tecnológico e industrial, com alta capacidade de produção de bens materiais, o que nos coloca entre as dez mais pujantes economias do planeta.
No entanto, esse desenvolvimento foi incapaz de promover a distribuição igualitária das riquezas. O Brasil registra um dos maiores índices de desigualdade social do mundo, o que acarreta um enorme agravamento da discriminação racial e do preconceito.
Os negros (somando os autodeclarados pretos e pardos) são a maioria no Brasil, mas estão praticamente excluídos do desenvolvimento econômico, são subutilizados e subvalorizados no mercado, mal remunerados e com escasso acesso a empregos qualificados.
No maior país negro fora da África, a população negra, durante quase toda a história recente do país, não teve acesso aos bancos escolares de nível superior. Dados do final do século passado mostram que apenas 2% desses bancos eram ocupados por negros.
Somente no início do século 21 –leia-se, há apenas 15 anos–, o Brasil começou a tomar medidas que reduziram as distâncias entre negros e brancos na educação, processo esse que gerou muito debate em nossa sociedade.
Programas como o Prouni e as cotas raciais, conquistas do movimento negro, começam a reverter esse quadro: atualmente, a parcela das vagas ocupadas por negros nas universidades cresceu para 20%. Essas e outras políticas afirmativas adotadas pelos governos progressistas fizeram com que o Brasil se tornasse um pouco menos desigual.
Ainda que tardiamente, chegamos a um patamar de evolução educacional que nos permite discutir de que forma iremos avançar, uma vez que temos o maior número de formandos negros da história.
Com o intuito de responder a questões como essa, a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo convocou um expressivo contingente de empresas do setor privado para discutir com o setor público medidas que pudessem contribuir para a maior inserção dos negros no mercado de trabalho, principalmente em funções estratégicas e bem remuneradas.
Avaliamos em conjunto políticas e ações possíveis que a sociedade pode gerar para um desenvolvimento econômico mais equilibrado.
As comemorações do Dia da Consciência Negra chamam a atenção dos brasileiros para a necessidade de um novo modelo socioeconômico para o país, diferente daquele injusto e excludente do século passado. Precisamos de um projeto de desenvolvimento econômico que envolva a população negra da cidade de São Paulo e do Brasil.
A nação de maior população negra fora do continente africano tem a obrigação de dar exemplo para o mundo. O desenvolvimento só será verdadeiro com a inclusão.
MAURÍCIO PESTANA, 50, é secretário municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo

Consciência negra e desenvolvimento


MAURÍCIO PESTANA

Consciência negra e desenvolvimento



Há mais de 500 anos um fato importante aconteceu na história da humanidade: o início do tráfico negreiro da África para as Américas. O Brasil, durante mais de 300 anos anos, teve toda a sua formação social, econômica e territorial idealizada e produzida a partir desse acontecimento.
A Lei Áurea, de 1888, pôs fim oficialmente à escravidão no Brasil com um enorme atraso. Fomos o último país independente da América Latina a extinguir essa mácula.
Desde então, saímos de uma estrutura predominantemente latifundiária para um país com enorme desenvolvimento tecnológico e industrial, com alta capacidade de produção de bens materiais, o que nos coloca entre as dez mais pujantes economias do planeta.
No entanto, esse desenvolvimento foi incapaz de promover a distribuição igualitária das riquezas. O Brasil registra um dos maiores índices de desigualdade social do mundo, o que acarreta um enorme agravamento da discriminação racial e do preconceito.
Os negros (somando os autodeclarados pretos e pardos) são a maioria no Brasil, mas estão praticamente excluídos do desenvolvimento econômico, são subutilizados e subvalorizados no mercado, mal remunerados e com escasso acesso a empregos qualificados.
No maior país negro fora da África, a população negra, durante quase toda a história recente do país, não teve acesso aos bancos escolares de nível superior. Dados do final do século passado mostram que apenas 2% desses bancos eram ocupados por negros.
Somente no início do século 21 –leia-se, há apenas 15 anos–, o Brasil começou a tomar medidas que reduziram as distâncias entre negros e brancos na educação, processo esse que gerou muito debate em nossa sociedade.
Programas como o Prouni e as cotas raciais, conquistas do movimento negro, começam a reverter esse quadro: atualmente, a parcela das vagas ocupadas por negros nas universidades cresceu para 20%. Essas e outras políticas afirmativas adotadas pelos governos progressistas fizeram com que o Brasil se tornasse um pouco menos desigual.
Ainda que tardiamente, chegamos a um patamar de evolução educacional que nos permite discutir de que forma iremos avançar, uma vez que temos o maior número de formandos negros da história.
Com o intuito de responder a questões como essa, a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo convocou um expressivo contingente de empresas do setor privado para discutir com o setor público medidas que pudessem contribuir para a maior inserção dos negros no mercado de trabalho, principalmente em funções estratégicas e bem remuneradas.
Avaliamos em conjunto políticas e ações possíveis que a sociedade pode gerar para um desenvolvimento econômico mais equilibrado.
As comemorações do Dia da Consciência Negra chamam a atenção dos brasileiros para a necessidade de um novo modelo socioeconômico para o país, diferente daquele injusto e excludente do século passado. Precisamos de um projeto de desenvolvimento econômico que envolva a população negra da cidade de São Paulo e do Brasil.
A nação de maior população negra fora do continente africano tem a obrigação de dar exemplo para o mundo. O desenvolvimento só será verdadeiro com a inclusão.
MAURÍCIO PESTANA, 50, é secretário municipal de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo

Preconceito na sala de aula

RICARDO HENRIQUES

Preconceito na sala de aula

Mais jovens negros estão frequentando o ensino médio, e a distância entre eles e os estudantes brancos, ao menos no que diz respeito ao acesso, diminuiu.

Essa constatação, feita a partir dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, mostra que estamos conseguindo reduzir desigualdades nos bancos escolares.
Em 2014, mais da metade (51%) de brasileiros de 15 a 17 anos que se autodeclararam pretos ou pardos ao IBGE estava cursando o ensino médio. No início do século 21, essa proporção era de apenas 25%, ou um em cada quatro alunos. Entre jovens brancos da mesma idade, a variação no mesmo período foi de 51% para 65%.
Daniel Bueno
O aumento na proporção de negros no ensino médio pode ser atribuído a uma combinação de ações que resultaram na melhoria do fluxo desde os anos iniciais. Políticas públicas externas à escola, caso do Bolsa Família, contribuíram para a queda da evasão e para a manutenção das crianças na escola.
O avanço no acesso, contudo, não veio acompanhado da melhoria da qualidade do ensino. Esse quadro é agudo no ensino médio. No trágico contexto em que todos os grupos tiveram piora no desempenho medido pelo Saeb, exame nacional do MEC, a distância no aprendizado de português e matemática entre negros e brancos se manteve estável.
Em 1995, a proficiência média em língua portuguesa no terceiro ano do ensino médio dos estudantes brancos era de 292 pontos; dos negros, 278. Em 2013, a média dos alunos brancos caiu para 269 e a dos negros, para 254 pontos. A média considerada adequada pelo movimento Todos pela Educação é de 300 pontos.
É fundamental que voltemos os esforços para a elaboração de políticas educacionais focadas no ambiente escolar, para melhorarmos os resultados e para que a escola não reproduza as desigualdades de origem. É preciso olhar para o que acontece dentro da sala de aula, porque parte da desigualdade no aprendizado é causada por atitudes discriminatórias veladas.
A formação docente, por exemplo, não prepara o professor para a realidade das escolas públicas. O currículo das licenciaturas dedica-se muito à matriz teórica e filosófica e pouco à prática em sala. Um bom plano de aula enfrenta na origem a maioria das defasagens do alunato de diversos segmentos sociais.
Em outra frente, a flexibilidade do currículo do ensino médio deve oferecer opções de trajetórias, que podem ser acadêmicas ou técnicas, a partir de uma base comum. Isso possibilitaria, também, a incorporação dos saberes e cultura dos territórios. É importante que o currículo incorpore temas como sexualidade, discriminação, política e religião em suas múltiplas formas, estimulando a pluralidade de opiniões.
Por fim, a gestão escolar é fundamental para esse enfrentamento. Todo o esforço da gestão deve estar voltado para a melhoria da aprendizagem e para a redução das desigualdades no interior da escola –e entre escolas. É papel do diretor promover a escuta e o diálogo com os estudantes, professores e comunidade escolar, criando um ambiente de respeito às diferenças.
A persistente desigualdade de aprendizagem dos estudantes negros, frente ao atual cenário de práticas discriminatórias e intolerância, demanda políticas públicas educacionais e iniciativas que enfrentem essa realidade.
É uma agenda imprescindível para transformarmos uma sociedade marcada por desigualdades históricas em uma nação socialmente justa, igualitária e diversa.
RICARDO HENRIQUES, 55, economista, é superintendente executivo do Instituto Unibanco e membro do Conselho de Administração do Instituto Internacional de Planejamento da Educação da Unesco

Abaixo da média



EDITORIAL

Abaixo da média


Dados o colapso da economia neste ano e as projeções cada vez mais preocupantes para 2016, mostra-se irrelevante a rotineira revisão do PIB feita pelo IBGE.
Com as novas informações sobre 2012 e 2013, o crescimento anual médio no primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT) subiu de 2,1% para 2,2%. No agregado, a economia ficou 0,4 ponto percentual maior.
Como se vê, a inclusão de dados que não estavam disponíveis à época da divulgação original não fez muita diferença em relação ao passado –e certamente não fará nenhuma quanto ao futuro.
Em março, uma alteração mais ampla havia incorporado investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Na ocasião, a alta média do PIB de 2011 a 2014 passou de 1,7% para 2,1%.
Efetuadas as atualizações, o período Dilma pode parecer um pouco menos ruim, mas permanece essencialmente o mesmo. O desempenho de seu governo é o pior das últimas décadas, seja em termos absolutos, seja em termos relativos. Seu primeiro mandato, além disso, deixou o legado mais deplorável.
Tomem-se as gestões de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de Lula (PT). De 1995 a 2002, com o tucano na Presidência, o Brasil cresceu em média 2,4% ao ano, em um período marcado não só por recorrentes crises internacionais mas também baixos preços de matérias-primas. A América Latina, para comparação, avançou 2,2%.
Lula, por sua vez, vivenciou ambiente internacional bem melhor. Houve maior dinamismo na América Latina, em decorrência da demanda chinesa por bens primários. A economia da região, assim como a do Brasil, expandiu-se em média 4,1% de 2003 a 2010.
Esse padrão mudou com Dilma Rousseff. De 2011 a 2014, o crescimento latino-americano desacelerou, mas ficou em 3% na média, taxa bem superior à do Brasil –que só se saiu melhor que países quase arruinados, como a Venezuela.
Quando se considera o segundo mandato da petista, a situação se torna dramática. Caso se confirmem as projeções de analistas compiladas pelo Banco Central, o PIB cairá 3,1% neste ano e 2% em 2016. O crescimento voltaria em 2017 e 2018, mas em ritmo insuficiente para produzir uma média acima de zero no quadriênio.
Não há novidade em dizer que foram muitos e grandes os erros dos últimos anos. O real custo da incompetência, contudo, aparece no longo prazo: uma década de estagnação e a desmobilização das forças sociais para o crescimento.
Que o desastre causado pela irresponsabilidade dilmista sirva de motivação para fortalecer as instituições e a gestão das contas públicas, pilares para um projeto de desenvolvimento que possa durar mais que um ciclo eleitoral.